segunda-feira, 1 de abril de 2013

Contigo, com Morfeu.



Não sei porque é que eu assim me interrogo,
Se nunca antes eu te tinha visto
Porque é que por ti eu agora rogo
De forma que nunca tinha previsto?

Não sei. Parece sentir que me afogo.
Que sufoco, mas de ti não desisto.
De difícil eu só espero o prólogo
Da história em que eu agora invisto.

Tu és a minha interrogação,
Mas contigo eu abraço Morfeu.
Tu deste a volta a este coração

Que agora só pensa em ser teu.
Pasma-te e descobre lá quem és.
Digo-te que já me tens a teus pés.



Ricardo Matos

PS: Não sabes?

quarta-feira, 27 de março de 2013

Que terra esta...



Numa louca luta
de puro e ardente sexo
rasgou a puta
e perdeu-se do nexo.

"Ai seu corno
viste o que me fizeste?
Olha o sangue que entorno."
Disse a puta àquele agreste.

"Cala-te cabra
que sou eu que pago."
E pra que ela se abra
Ele vai-lhe ao rabo.

É assim que andas tu,
Desgraçado Portugal,
Rebentado e nu
Com um buraco sem igual.

Quando deixares de só estar irritado
Do que te irá adiantar,
se já estás de tal modo enrabado,
a pomada que irás usar?

Mudem-se as mentalidades
e deixem-se de bordéis.
Olhemos para as menores idades
e deixemos os cartéis.

Prendam-se os chulos desta Terra,
Mandemos embora quem não interessa.
Corte-se a eito como com serra
Tudo o que não passa de promessa.


Ricardo Matos

sexta-feira, 22 de março de 2013

Devaneio


Fui louco...
Sou louco...
Serei louco...

Aaaaaaaaahhhhh....
loucura de génio
que sabe o que quer,
que pensa "que tédio!"
é o bem querer.

Sincero
espero
eu quero
e vou ser.

Louco
sim um pouco
sou mouco
pró que não quero ver.

Uffff...
Respira
e a camisa tira
pois o que é bom
é para se ver

Ai,
ui,
segue nesse tom
que não te vou esquecer.

Que importa
se é morta
são meus
que sou Deus

Não ficas aquem
de ninguém
pra me limpar o cú.
Olha pra mim, ESTOU NÚ!

Aaaaaaaahh
Estou louco
mas espera um um pouco
que isto já passa
eu vou conseguir.

Sou louco
porque te vi há pouco
e não aceito a desgraça
de te ver partir.


Ricardo Matos

quinta-feira, 21 de março de 2013

Revolta



Como é que me hei-de sentir eu feliz
Nesta vida sempre cheia de luta,
Se tudo aquilo que se faz e diz
É feito e dito por filhos da puta?

Quererei dizer que tive o que quis,
Mas já vi que só se consegue à bruta.
Ao dizer que o que quis foi o que fiz,
Só posso ter sido um filho da puta.

É meio mundo a enganar outro meio
Nesta vida feita de mil enganos.
O Homem é então o bicho mais feio.

Pra limpar tanta asneira não há panos.
Pra levares bem a vida põe-te à escuta,
Que é certo que ao lado há filhos da puta.



Ricardo Matos

às vezes também é preciso um murro na mesa!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Amor a dar



Numa noite com intenso luar
Ouves cascos na terra então bater.
Corre prá janela... vais reparar
Que um cavalo branco te vim trazer.

Caia o céu para este mundo acabar
Que algo ele não conseguirá fazer.
É que este amor nunca irá separar,
Nem que por ti eu tenha que morrer.

Há coisas na vida que é só pedir,
Outras que nunca estão ao nosso alcance.
Por mais impossível tentarei ir

À vida para que contigo dance.
Há muito que não posso explicar.
Só que tenho amor para te dar.



Ricardo Matos

domingo, 10 de março de 2013

Simplicidade e futuro



A beleza que está na simplicidade
É a que emanas sempre que te vejo.
É a que podes ter em qualquer idade
Com fama ou sem ela, é o que almejo.

Os teus olhos mostram a tua alma,
O teu sorriso dá-te a conhecer.
Olho-te, respiro... Calma!
O que vejo em todo o teu ser?

O que sempre se procura ver.
Quem consiga o que quer alcançar,
Quem tente sempre vencer

E tu a ti tudo isso irás dar
Sei por quanto te vejo fazer.
Estou orgulhoso de te conhecer.


Ricardo Matos

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Desamei



Pr'além da promessa de eternizado
E de num sentimento além fronteiras
Está nosso amor num féretro inumado
Por mais que versejem as cantadeiras.

Há muito que está inutilizado
O caminho que liga as nossas beiras.
Há anos contigo desencontrado,
Que já nem lembro as nossas brincadeiras.

Porque te lembras tu de me acordar
Para aquilo que há muito adormeci?
Repito que já o fui sepultar,

De ti quero dizer que me esqueci!
Desprezo voltar a ser perdedor
E reviver um tal sofrido amor.


Ricardo Matos