sábado, 11 de agosto de 2012

Uma forma de falar




Caí em desgraça!
Dou comigo a olhar-te sem amanhã
E encantado com a tua graça
Não sei se é sonho de que acorde de manhã.

Já viste o que fizeste?
Olhaste de soslaio e sorriste
E um “olá” foi tudo o que disseste
E nem sei se como eu já caíste!

É uma desgraça engraçada
E só assim a chamo por não contar
Que teria esta sensação tão desequilibrada

Só por para ti olhar…
Mas posso dizer-te que adoro
E só em pensá-lo já coro.



Ricardo Matos

Para P.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Musa




Preto sedoso … branco brilhante,
Não sei por onde ando,
Mas estou radiante
Com o que vou encontrando.

O que é agora? Shiiiuu!
Ah! Uma deliciosa melodia
Como nunca se ouviu
Num qualquer outro dia.

Mas onde é que estou?
Deixa-me lá afastar
E ver por onde vou.

Como não te consegui olhar?
Nunca antes uma musa
Me pôs a visão tão difusa!



Ricardo Matos

Para P.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Para sempre



Pode acabar o mundo
Que ela sobra para o universo.
Essa força do teu fundo
Que me alimenta cada verso.

Posso há muito não te ver
E estar meses sem te falar,
Mas tu sabes, vais sempre ser,
Presença constante no meu pensar.

Cenas há que eu me recordo,
Quer pra rir, quer pra chorar,
E acredita que se acordo
E te vir eu vou corar.

Por mais mulheres que possa ter
Ou celibato até jurar
É sempre a ti que te vou ver
E eternamente amar.

Encham-se os mares, caiam os montes,
Fiques sozinha até no mundo,
Que pra onde quer que apontes
Lá estarei, juro, eu não sucumbo.

Diz-me apenas que me amas
Mesmo que nunca mais te veja
E entre felicidades e dramas
Essa é no topo do bolo a cereja.

Aqui me deixo então rogado
Perante todo o teu esplendor,
Que deste ser, enfim, malogrado
Levaste todo o seu amor.

‘Bereshith’



 Ricardo Matos

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Amizade



Lá fora a rua em movimento
Com gente, azáfama e animais
E eu no meu mundo, estou cá dentro,
Longe de todos os demais.

Hoje não me interessa o mundo,
Nem busco a felicidade.
Sinto que hoje me fui ao fundo,
Mas sairei pela amizade.

Feliz de quem amigos tem
Com quem contar nestes momentos.
Muitos não são, para meu bem,

Pois há pr’aí muitos jumentos.
Obrigado por essa cor,
Que me transmitis pelo amor.


Ricardo Matos

domingo, 17 de junho de 2012

Por ti


Eu sou certamente o teu maior fã
e sigo tudo aquilo que tu fazes,
eu não sou aquele grande galã,
mas saber-te de cor são os meus ases.

O meu amor por ti não tem limite
e não sei, tão pouco, quantificar.
Eu sei que sabes disso, vá, admite,
que logo me irás ver ruborizar.

Há muito tempo que eu não te falo
por não saber se me queres ouvir,
mas se sei que estás bem logo me calo,

pois basta-me isso pra não intervir.
Aceita estes versos que eu te declamo,
pois são a prova de quanto eu te amo.



Ricardo Matos

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Portuguesa

"Viva a Pátria, viva o Povo Português!

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, e imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir,
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!"



Data: 1890 (com alterações de 1957)
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Só mais um sorriso



Por mais que eu não te veja
Não significa que seja
Esquecimento meu.
É antes pura certeza
Que a tua eterna beleza
Reserva o coração que é teu.

Dá-me só mais um sorriso
Não me deixes sem uma graça,
É tudo o que eu preciso
Pra resistir à chuva da praça.

Se um carinho te peço
E sei que ele não tem preço,
É só porque assim eu sou rico.
Adoro, sempre que te vejo,
A possibilidade de um teu beijo,
Assim pra vida feliz eu fico.

Dá-me só mais um sorriso
Não me deixes sem uma graça,
É tudo o que eu preciso
Pra resistir à chuva da praça.


Ricardo Matos