"Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p'ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!
Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.
Já que não tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgatório um paraíso...
Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também
P'ra suportar melhor quem tem juízo."
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."António Fernandes Aleixo nasceu em VilaReal de Sto. António a 18 de Fevereiro de 1899 e faleiceu em Loulé a 16 de Novembro de 1949, aos 50 anos.
Foi um poeta popular português.
domingo, 16 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Viver a vida
Vai vida,
Anda, corre,
salta e ri.
Tens bilhete
só de ida
Por isso
aproveita e sorri.
Tudo é só
facilidades?
Não! Tu
também vais cair!
Há por aí
muitas maldades,
Mas tens
mais é que te divertir!
Olha pra ti
e vê-te bem…
Afinal no
começo nada se tem
Por isso o
que vier é só para ganhar,
Então levanta-te
e toca a andar!
Sabes o que
tu vais querer?
Chegar ao
fim e valer a pena morrer.
Então, para
isso acontecer,
Anda Vida …
vamos viver!
Ricardo Matos
terça-feira, 28 de agosto de 2012
“Amor de Perdição”
Sabes? Eu
Camilo não sou
E só
vermelho eu vou ficar,
Pois irei
logo ruborizar
Ao ver quem me
encantou.
Espero que
deste livro gostes
Que fala de
difícil amor.
História linda,
mas por favor,
Já assim não
são por estas hostes.
Dá-me a tua
opinião
Sobre esta
linda história,
Que por tudo
atingiu a glória.
Fala-me com
o coração.
Ricardo Matos
Para P.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Noite de praia
Pés na
areia,
Cheiro a
algas,
Maresia a
entranhar-se no corpo.
Noite.
O mar
segreda-me uma sensação maravilhosa
E deliro ao
ouvi-lo.
Estou só!
Só,
fisicamente porque te trago comigo.
Na minha
cabeça não te abandono
E desejo-te
aqui.
O mar segreda-me,
e sabes que mais?
Tu ias
querer ouvi-lo!
Vens?
Um beijo meu amor…Ricardo Matos
sábado, 11 de agosto de 2012
Uma forma de falar
Caí em
desgraça!
Dou comigo a
olhar-te sem amanhã
E encantado
com a tua graça
Não sei se é
sonho de que acorde de manhã.
Já viste o
que fizeste?
Olhaste de
soslaio e sorriste
E um “olá”
foi tudo o que disseste
E nem sei se
como eu já caíste!
É uma
desgraça engraçada
E só assim a
chamo por não contar
Que teria
esta sensação tão desequilibrada
Só por para
ti olhar…
Mas posso
dizer-te que adoro
E só em
pensá-lo já coro.
Ricardo Matos
Para P.
Para P.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Musa
Preto sedoso
… branco brilhante,
Não sei por
onde ando,
Mas estou
radiante
Com o que
vou encontrando.
O que é
agora? Shiiiuu!
Ah! Uma
deliciosa melodia
Como nunca
se ouviu
Num qualquer
outro dia.
Mas onde é
que estou?
Deixa-me lá
afastar
E ver por
onde vou.
Como não te
consegui olhar?
Nunca antes
uma musa
Me pôs a
visão tão difusa!
Ricardo Matos
Para P.
Para P.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Para sempre
Pode acabar o mundo
Que ela
sobra para o universo.
Essa força
do teu fundo
Que me
alimenta cada verso.
Posso há
muito não te ver
E estar
meses sem te falar,
Mas tu
sabes, vais sempre ser,
Presença constante
no meu pensar.
Cenas há que
eu me recordo,
Quer pra
rir, quer pra chorar,
E acredita
que se acordo
E te vir eu
vou corar.
Por mais
mulheres que possa ter
Ou celibato
até jurar
É sempre a
ti que te vou ver
E eternamente
amar.
Encham-se os
mares, caiam os montes,
Fiques sozinha
até no mundo,
Que pra onde
quer que apontes
Lá estarei,
juro, eu não sucumbo.
Diz-me
apenas que me amas
Mesmo que
nunca mais te veja
E entre
felicidades e dramas
Essa é no
topo do bolo a cereja.
Aqui me
deixo então rogado
Perante todo
o teu esplendor,
Que deste
ser, enfim, malogrado
Levaste todo
o seu amor.
‘Bereshith’
Ricardo Matos
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