segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vou indo


Já estou farto de esperar por tudo aquilo que quero.
Já estou farto de nada ter e muito eu espero.
Gostava de não ter tanto de esperar
E de algo poder ter sem muito lutar.

É desgastante andar sempre a correr,
De um lado para o outro sem saber o que fazer.
E nada é demais valorizado aqui.
Quando vou saber ... foi avaliado por ti.

Que importância tal, afinal me dás?
Ando sempre em frente e tento não olhar para trás,
Mas é muito complicado quando o que tenho
É de menos valorizado e nunca chega quando venho.

Ao pé de ti, se estou, nunca sei o que sentir:
Se ficar, se fugir, se agradar ou apenas partir.
Aguardar não vou já mais, pois não por mim esperas.
Vou andando no meu caminho e apanhar-me-ás se me amas deveras.




Ricardo Matos

Portugal cego, mas que vê


Foste pátria invejada
Pelos feitos que tiveste,
Numa Terra alargada
De sentimentos agrestes.

Quando a 12 começámos
Muitos heróis haviam passado
Pela História que marcámos
Com futuro traçado.

E assim foste evoluindo
Com cantores e guerreiros
Que iam ganhando e traduzindo
Várias vitórias em muitos terreiros.

E em tempos tudo perdeste,
Muita coisa ficou para trás.
Os papéis tu inverteste
E tomaste decisões más.

O povo as costas te voltou
Louvando-te sempre seu nascimento.
Mas por ti de lutar deixou
Gozando-te apenas escasso momento.

Todos dizem que está mal,
Esta e aquela decisão.
Mas a ti, meu Portugal,
Vão-te construindo o caixão.

O que nunca foste te desejam
Os teus filhos, de zangados.
Espanhóis que todos sejam
Todos esses desesperados.

Uns só alimentam egos,
Outros só protestam no café.
Este Portugal cheio de cegos
E que ao mesmo tempo vê.



Ricardo Matos

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Universidade da Vida


Uma vez houve um menino,
de quem ninguém queria saber,
acanhado e cheio de tino,
era muito o seu conhecer.

Sempre soube o que queria,
sempre honesto ele foi,
mas disseram-lhe um dia
que disso a vida não se constrói.

Baralharam aquele menino
que tudo tinha planeado
para num rumo levar a vida de tino.
E agora? Para que lado?

Para que lado gira o mundo
afinal? Que fazer agora?
Nem vida real, nem pano de fundo.
Tudo ao menino deitaram fora.

Mas por muito que abaixo se vá
ele nunca vai desistir.
Vai lutar contra a vida má
e intenção boa irá resistir.

A nadar contra a corrente,
contra o vento lançar o balão,
mas lá vai o menino contente
com a esperança no coração.

Contrariedades a vida tem,
curta, média ou grande seja.
O mal? Transforma-o tu em bem
e do bolo no topo coloca a cereja.

E na da vida universidade
tentas andar tu direitinho.
De experiências há variedade.
O professor? É o menino.



Ricardo Matos


Cada um de nós tem um pouco deste menino ... É a minha opinião

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Problemas que são meus


Muitas vezes vagarosa
Esta vida num vaivém,
Apreçada e vertiginosa
Muita gente a tem também.

Pelas ruas da amargura
Muitos lá vão vagueando
E são sol de pouco dura
As vitórias de Fernando*.

Como é cruel o mundo
Numa vida sem apreço
Alegrias que vislumbro
E não sei se as mereço.

“Um azar nunca vem só”
É uma grande verdade,
Já dizia a minha avó
E dura na eternidade.

Mas espero que tudo passe
Após a tempestade a bonança vem.
Se pudesse, a trespasse
Alguns problemas daria a alguém.

Ninguém aceita, no entanto,
Só me resta resolvê-los.
Se caio, logo me levanto.
Conselhos? Sim, vou recebê-los.

Agradeço a meus amigos
O apoio que me dão.
Se novos ou antigos
O que importa é a união.

Muita gente tem também
Problemas como eu.
Nesta vida de vaivém
Eu só sinto o que é meu.



Ricardo Matos



*Alusão a Fernando Pessoa e a Mensagem

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sofro


Sinto, sofro
E saúdo séria saudade.
Fraco, ferido no foço
Faminto de fidelidade.

Eterna esta paixão
Que por ti é emanada,
Mas me derruba pelo chão
Por não corresponder a amada.

Que faço eu Senhor?
Sofro e sigo?
Sofro e espero?

Se espero desespero,
Se seguir eu não consigo
Traduzir o meu Amor...



Ricardo Matos



Dedico-te a ti ...

sábado, 19 de junho de 2010

Hino à Pátria, Portugal


Heróis fomos noutros tempos,
Era Camões vivo cantor.
Rumo a grandes terras, grandes momentos
Ó Pessoa aqui foste senhor.
Intemporal, questionaste nosso eventos,
Sabendo do mal que se viria a impor.

Deus sempre foi invocado,
O poder divino pelo homem reclamado.

Mas tal poder nunca nos foi dado,
Apesar disso temos ar intemporal,
Rumo ao futuro glorificando Portugal!



Ricardo Matos

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Passagem da Vida


Quem por nós passa na vida
tem uma grande importância
de forma positiva ou com arrogância
marca na chegada e/ou partida.

Quem por nós passa na vida
ajuda-nos a definir o nosso eu
com religioso ou com ateu
seja qual for a experiência vivida.

Quem por nós passa na vida
deixa sempre um pouco de si
nunca ficaremos sós

e uma estrada colorida
é pintada por quem chora e quem ri
quem na vida passa por nós.


Ricardo Matos

Este poema é dedicado a todas as pessoas que fizeram, fazem e farão parte da minha vida!