domingo, 26 de setembro de 2010

Conhecimentos e Mudanças

Olá caros leitores,

Antes de mais, devo transmitir-vos que, a partir de agora, vou postando aqui poemas que considere marcantes para mim de grandes autores portugueses e vou intercalando com poemas escritos por mim. Pelo menos um por semana vou tentar colocar aqui.

De seguida, tenho a dizer-vos que vamos mudando certas formas de ver a vida e os seus acontecimentos consoante vamos conhecendo os peões deste belo e trágico jogo ...

Tenho conhecido, sem dúvida, pessoas que - pelo menos a mim - não me interessam muito, mas tenho tido a felicidade de conhecer pessoas que me enriquecem também ...

Já há algum tempo uma Senhora, que também tem um blog - o qual aconselho (http://sineste.blogspot.com/) - Maria de Lourdes Beja, num dos seus comentários me incentivou a continuar a apostar na poesia. Desde Já, muito obrigado Dona Maria de Lourdes pela sua amabilidade e por se dar ao trabalho de ir lendo os meus poemas.

Tive, há bem pouco tempo (cerca de uma semana), o prazer de conhecer outra Senhora, a Conceição, que também já comentou no meu blog, que me abriu janelas fantásticas para o mundo da literatura. Não é que já não tivesse pensado nelas, como lhe transmiti na longa conversa que travamos, mas nunca tinha falado com ninguém acerca desse assunto como fiz com a Conceição (permita-me que assim a trate). Espero que goste dos meus poemas e não se iniba de duras criticas que ache que deva fazer acerca da minha "arte" (se é que me permitem os artistas que assim a trate).

Foi para mim um enorme prazer falar, igualmente na mesma conversa anteriormente referida, com o Coelho (amigo presente no jantar) que, com opiniões muitas vezes antagónicas às que eu tinha e transmitia, me abriu igualmente horizontes para o juízo acerca da arte (ou a falta dele). Uma conversa muito rica em conhecimentos e na qual, confesso, me senti tão pequenino por vezes, à beira do vosso "monstruoso" e belo conhecimento. (obrigado a ambos).

Por fim, mas não menos importante, BEM pelo contrário, começou com uma troca de e-mails em que lhe enviei alguns poemas e ele ia fazendo os seus comentários, sempre muito elogiando ou contrariando o que transmitia nas minhas "criações". Sempre soube que gostavas de escrever e que até tinhas alguns poemas, mas da forma como os revelaste ... foi surpreendente, admito. Houve tempos em que estivemos distantes, o que me deixa uma certa mágoa, confesso, e posso mesmo dizer arrependimento em certos casos, pela forma como te julguei. Mas ainda tenho 21 anos e acho que temos muito tempo pela frente para recuperar ... Obrigado por seres quem és e por me teres passados alguns dos teus preciosos genes. Obrigado ... PAI.



Não queria aborrecer ninguém com esta minha postagem (tento ao máximo omitir os estrangeirismos, como post), mas acho que o agradecimento não fica mal a ninguém e é minha obrigação agradecer a estas pessoas pelo que me vêm transmitindo.

Obviamente, não posso deixar de colocar aqui o meu avô materno (Rui) pelos conhecimentos que me transmite ao nível da literatura portuguesa e por me deixar ir espreitando a sua "biblioteca".


PS: desculpem se me esqueci de alguém ou de referir algum facto de igual importância. Quando utilizo o Título de "Senhora" é com o maior respeito, pois para mim, é o grau máximo que pode ser atribuído ao ser humano de género feminino por aquilo que é, que transmite e dá enquanto indivíduo à sociedade em que está inserida.
Conceição ... Já estou a ler "O Principezinho". O prometido é devido.

A todos ... OBRIGADO.


Ricardo Matos

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vou indo


Já estou farto de esperar por tudo aquilo que quero.
Já estou farto de nada ter e muito eu espero.
Gostava de não ter tanto de esperar
E de algo poder ter sem muito lutar.

É desgastante andar sempre a correr,
De um lado para o outro sem saber o que fazer.
E nada é demais valorizado aqui.
Quando vou saber ... foi avaliado por ti.

Que importância tal, afinal me dás?
Ando sempre em frente e tento não olhar para trás,
Mas é muito complicado quando o que tenho
É de menos valorizado e nunca chega quando venho.

Ao pé de ti, se estou, nunca sei o que sentir:
Se ficar, se fugir, se agradar ou apenas partir.
Aguardar não vou já mais, pois não por mim esperas.
Vou andando no meu caminho e apanhar-me-ás se me amas deveras.




Ricardo Matos

Portugal cego, mas que vê


Foste pátria invejada
Pelos feitos que tiveste,
Numa Terra alargada
De sentimentos agrestes.

Quando a 12 começámos
Muitos heróis haviam passado
Pela História que marcámos
Com futuro traçado.

E assim foste evoluindo
Com cantores e guerreiros
Que iam ganhando e traduzindo
Várias vitórias em muitos terreiros.

E em tempos tudo perdeste,
Muita coisa ficou para trás.
Os papéis tu inverteste
E tomaste decisões más.

O povo as costas te voltou
Louvando-te sempre seu nascimento.
Mas por ti de lutar deixou
Gozando-te apenas escasso momento.

Todos dizem que está mal,
Esta e aquela decisão.
Mas a ti, meu Portugal,
Vão-te construindo o caixão.

O que nunca foste te desejam
Os teus filhos, de zangados.
Espanhóis que todos sejam
Todos esses desesperados.

Uns só alimentam egos,
Outros só protestam no café.
Este Portugal cheio de cegos
E que ao mesmo tempo vê.



Ricardo Matos

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Universidade da Vida


Uma vez houve um menino,
de quem ninguém queria saber,
acanhado e cheio de tino,
era muito o seu conhecer.

Sempre soube o que queria,
sempre honesto ele foi,
mas disseram-lhe um dia
que disso a vida não se constrói.

Baralharam aquele menino
que tudo tinha planeado
para num rumo levar a vida de tino.
E agora? Para que lado?

Para que lado gira o mundo
afinal? Que fazer agora?
Nem vida real, nem pano de fundo.
Tudo ao menino deitaram fora.

Mas por muito que abaixo se vá
ele nunca vai desistir.
Vai lutar contra a vida má
e intenção boa irá resistir.

A nadar contra a corrente,
contra o vento lançar o balão,
mas lá vai o menino contente
com a esperança no coração.

Contrariedades a vida tem,
curta, média ou grande seja.
O mal? Transforma-o tu em bem
e do bolo no topo coloca a cereja.

E na da vida universidade
tentas andar tu direitinho.
De experiências há variedade.
O professor? É o menino.



Ricardo Matos


Cada um de nós tem um pouco deste menino ... É a minha opinião

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Problemas que são meus


Muitas vezes vagarosa
Esta vida num vaivém,
Apreçada e vertiginosa
Muita gente a tem também.

Pelas ruas da amargura
Muitos lá vão vagueando
E são sol de pouco dura
As vitórias de Fernando*.

Como é cruel o mundo
Numa vida sem apreço
Alegrias que vislumbro
E não sei se as mereço.

“Um azar nunca vem só”
É uma grande verdade,
Já dizia a minha avó
E dura na eternidade.

Mas espero que tudo passe
Após a tempestade a bonança vem.
Se pudesse, a trespasse
Alguns problemas daria a alguém.

Ninguém aceita, no entanto,
Só me resta resolvê-los.
Se caio, logo me levanto.
Conselhos? Sim, vou recebê-los.

Agradeço a meus amigos
O apoio que me dão.
Se novos ou antigos
O que importa é a união.

Muita gente tem também
Problemas como eu.
Nesta vida de vaivém
Eu só sinto o que é meu.



Ricardo Matos



*Alusão a Fernando Pessoa e a Mensagem

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sofro


Sinto, sofro
E saúdo séria saudade.
Fraco, ferido no foço
Faminto de fidelidade.

Eterna esta paixão
Que por ti é emanada,
Mas me derruba pelo chão
Por não corresponder a amada.

Que faço eu Senhor?
Sofro e sigo?
Sofro e espero?

Se espero desespero,
Se seguir eu não consigo
Traduzir o meu Amor...



Ricardo Matos



Dedico-te a ti ...

sábado, 19 de junho de 2010

Hino à Pátria, Portugal


Heróis fomos noutros tempos,
Era Camões vivo cantor.
Rumo a grandes terras, grandes momentos
Ó Pessoa aqui foste senhor.
Intemporal, questionaste nosso eventos,
Sabendo do mal que se viria a impor.

Deus sempre foi invocado,
O poder divino pelo homem reclamado.

Mas tal poder nunca nos foi dado,
Apesar disso temos ar intemporal,
Rumo ao futuro glorificando Portugal!



Ricardo Matos